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Quero criar um negócio. E agora?

ideia de negócio

O título deste artigo é inspirado no nome do curso de formação profissional que frequentei este ano na Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE). Fique desempregada em 2014, aos 39 anos. Nunca tinha estado desempregada. Desde que acabei a licenciatura em Ciências da Comunicação/variante de Jornalismo, estive sempre a trabalhar. Por conta de outrem. Nunca tinha colocado a hipótese de lançar um negócio meu. Senti-me sempre confortável naquele papel até que o desemprego me obrigou a repensar todas as áreas da minha vida.

Em 2015, comecei a amadurecer a ideia de trabalhar por minha conta e risco, enquanto continuava a procurar trabalho, mesmo que temporário. É que as contas continuam a chegar todos os meses a casa, não esperam pelo momento em que o nosso negócio ganha forma e começa a dar lucro. Mas desde esse primeiro momento, mantive-me atenta ao setor de mercado no qual queria investir, fui participando em sessões de networking e frequentando ações de formação direta ou indiretamente relacionadas como o meu futuro negócio. Descobri todo um mundo novo. Contactei com instituições que estão dispostas a partilhar conhecimento e a ajudar-nos gratuitamente ou a custos reduzidos.

Este ano, tomei a decisão final: vou mesmo avançar. Acreditem, foi um momento libertador. Tudo ficou mais leve. Não mais fácil, mas mais leve. Tenho medo, muito medo. E ainda bem. Aprendi ao longo dos anos que o medo pode ser o nosso melhor amigo. Depende da forma como lidamos com ele e como o domesticamos. Este é o primeiro conselho que gostaria de deixar-vos: não tenham medo de ter medo. É o medo que nos ajuda a tomar decisões de forma mais racional.

Um segundo conselho prende-se como a necessidade de estarmos devidamente informadas sobre todas as responsabilidades que assumimos ao lançarmos um negócio por conta própria. Até frequentar o curso da ANJE de que vos falei no início, nunca tinha feito formação na área da gestão/contabilidade/finanças, etc. Já tinha lido artigos na imprensa e livros sobre negócios e empreendedorismo, mas estes não substituem um curso nesta área.

Como os formadores da ANJE nos explicaram, não precisamos de ter um MBA, nem de saber fazer tudo. Temos que entender como tudo funciona. Para, por exemplo, quando falarmos com o/a contabilista, consigamos entender o que ele/ela nos diz. Uma das pessoas que frequentou o mesmo curso já tinha tido uma loja, que durou pouco tempo. Ao longo do curso, percebeu o porquê e admitiu, no final, que não se tinha preparado/informado antes de avançar com o negócio. Acreditem, às vezes, o melhor é adiar um pouco o lançamento.

Ter alguma formação na gestão de negócios é também importante para dar segurança aos vossos potenciais investidores/parceiros. Podem ser muito boas tecnicamente nas vossas áreas de negócios, mas se não demonstrarem que também sabem minimamente como se gere um negócio, as entidades às quais vão pedir financiamento podem considerar que não dão garantias suficientes.

Termino com uma lista das entidades que já me ajudaram neste percurso, que poderão também ser-vos úteis:

– Associação Nacional de Jovens Empresários;
– João Sem Medo – Comunidade de Empreendedores Evolucionários;
– FailProof Business Academy;
– Feed Business Performance;
– Executiva.pt

Fátima Mariano
Jornalista desde 1997, trabalhou no Diário de Notícias e no Jornal de Notícias. Foi colaboradora das revistas Agrotec – Revista Técnico-Científica Agrícola e +Vida e presidente da direcção do CLUPAC – Clube Português de Coleccionadores de Pacotes de Açúcar. É sócia da Chão dos Bichos – Associação.


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