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Persistir ou Desistir?

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Será que chegou a hora de desistir?

De um modo geral, a persistência é tida como a principal característica das pessoas que conseguiram alcançar grandes feitos. Afinal, desistir é para os “fracos”. Mas a persistência só faz sentido quando estamos no caminho de algo que “nos faz sentido”.

Estava tudo tão definido na sua cabeça! Os objetivos que queria alcançar, o caminho que ia fazer para lá chegar, os desafios que teria de enfrentar…  Sabia que não ia ser fácil, mas que, no final, iria olhar para trás e pensar: “foi duro, mas valeu a pena!”.

Contudo, as coisas não correram como planeado. Aos poucos foi-se tornando cada vez mais difícil manter aquele ritmo de trabalho. Os desafios profissionais foram-se tornando cada vez maiores, a dor de não conseguir dar a atenção que queria à sua família e amigos foi crescendo… e a sua energia e motivação para continuar na luta foram-se perdendo…

É como se, de repente, todos aqueles objetivos que tanto queria alcançar e que outrora faziam tanto sentido perdessem todo o valor.

O caminho tornou-se demasiado difícil.

Está exausta e cheia de dúvidas.

“Será que vale a pena continuar a lutar? Ou será que chegou a hora de desistir?”

Só os “fracos” é que pensam em desistir?

Não é bem assim. Pensar em desistir é algo bem mais frequente do que se pensa.

Porquê?

Porque manter o foco e a disciplina em algo é duro para nós. Tudo o que o nosso cérebro quer é viver em modo “poupança de energia”… e lutar por um objetivo, seja ele profissional ou pessoal, exige muuuita energia!

O que faz com que seja assim?

O facto de nos estarmos a desafiar e de ser preciso gerir o turbilhão de emoções associado a isso (desde o orgulho ao “frio na barriga”, medo e cansaço), que tanto nos levam para a frente como nos puxam para trás.

Tudo isto a acontecer 24h por dia!

Persistir é sempre o melhor caminho?

Não!

Um dos pensamentos mais distorcidos que andam por aí é que, para se ter sucesso em qualquer área da vida, não se pode desistir. Nunca. De um modo geral, a persistência é tida como a principal característica das pessoas que conseguiram alcançar grandes feitos. Não desistindo, acredita-se que, mais cedo ou mais tarde, há-de chegar o momento em que se consegue alcançar aquilo que se pretende.

Mas sejamos realistas. Talvez demore mesmo muito até que isso aconteça! E quem é que quer esperar 40 anos para ver um objetivo ser alcançado?

Isto não significa que devemos viver numa perspetiva do imediatismo. Quero apenas alertá-la para que tenha consciência de que a persistência só faz sentido quando estamos no caminho de algo que “nos faz sentido”.

Vejo os objetivos como coordenadas. Sabemos onde estamos e sabemos onde “achamos” que queremos chegar.

Porquê o “achamos” na frase anterior?

Porque não nos podemos esquecer que somos seres em constante mudança! Isso significa que as nossas prioridades vão mudando e que os nossos objetivos se vão ajustando a elas.

Agora, se deixou de fazer sentido alcançar algo, porque devemos continuar a insistir nisso? Porque “desistir é para os fracos?” Se já percebemos que estamos infelizes e no caminho errado, porque será que desistir não é a atitude mais sensata?

Não falo de desistir porque se tentou uma vez e surgiu um obstáculo. Muito menos falo de desistir sem tentar sequer. Falo de desistir para voltar atrás e tentar algo novo.

Refletir e redirecionar

Há vários recursos e serviços que a podem ajudar a refletir e a redirecionar as suas ações. Livros, cursos, Coaching e Mentoria são alguns deles. Aproveito ainda para lhe deixar algumas questões que a podem ajudar neste processo:

  • O que aprendi até agora?
  • O que tenho feito que tem produzido resultados? O que não tem produzido resultados?
  • O que posso fazer para melhorar?
  • Que competências preciso de desenvolver?

É nas estratégias que lhe têm trazido resultados e nos aspetos a melhorar que deve focar a sua energia!

Os objetivos e o plano que traçou para os alcançar deixaram de fazer sentido? Não faz mal! Desistir não é sinal de fracasso. É, sim, sinal de progresso, aprendizagem e humildade.

O que se faz a seguir? Reajusta-se a rota, respira-se fundo e continua-se em frente!

Joana Forno (Coach)


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