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Nunca é tarde

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“Será muito tarde para eu mudar de carreira?”

Muitas pessoas acreditam que já “passaram da idade” de fazerem transições de carreira. Confira agora porque é que isso não é verdade.

“Serei demasiado velha/o para mudar?”

Esta é uma questão que frequentemente surge na vida de muitos profissionais que, após estarem alguns anos inseridos no mercado de trabalho, pensam em fazer uma transição de carreira.

Devolvo a questão com uma nova pergunta:

Será que existe uma idade certa para mudar?

Claro que NÃO!

Vamo-nos forçar a trabalhar em algo que “não nos serve mais” só porque atingimos os 30, 40 ou 50 anos? Porquê atribuir tanto peso à idade sendo ela apenas um número? O prazo de validade é uma característica dos alimentos. Não das pessoas.

“Será que ainda vou a tempo?”

Claro que vai a tempo!

Cada um de nós tem o seu próprio ritmo e vive de acordo com ele. Como colecionadores de experiências que somos, vamo-nos descobrindo aos poucos. Cada um “no seu tempo” e ao seu ritmo. Portanto, se quer mudar de profissão aos 30, 40 ou 50 anos, está tudo bem. Não está adiantada nem atrasada. Está no tempo certo! No tempo em que faz sentido para si fazer essa transição.

Além disso, cada vez a nossa longevidade é maior e isso faz com que o nosso tempo como profissionais ativos tenha tendência para crescer. Isto significa que, aos 40 anos, ainda nem se chegou a metade da carreira profissional. A idade da reforma chegará no mínimo 26 anos depois…

Posto isto: vai a tempo de mudar de profissão? Oh se vai!

Várias foram as pessoas que ao longo da história construíram um império de sucesso depois de fazerem uma transição de carreira considerada tardia. Quer um exemplo? Ray Kroc fundou a McDonald’s com 52 anos. Até essa altura, era um vendedor de máquinas de milk-shake.

E deixe-me ainda dizer-lhe que o desejo de mudar de profissão não significa que fez uma escolha errada no passado. Muitas vezes,o processo de autodescoberta para percebermos o que queremos fazer em termos profissionais exige tempo e experiência.

Além disso, ao longo do tempo, aquilo que mais valorizamos na vida profissional vai mudando… e as transições de carreira estão, muitas vezes, associadas a essa mudança de prioridades.

Posto isto, ninguém tem de se sentir desajustado por reconhecer que a sua profissão “não lhe serve mais” aos 20, aos 30 ou depois de entrar nos “entas”. Não há motivos para isso. Antes pelo contrário! Esta é uma atitude que requer doses elevadas de humildade e de coragem. Afinal, contraria o caminho mais fácil que seria viver infeliz no conformismo e “enterrar a cabeça na areia” à espera que a idade da reforma chegasse.

É fácil recomeçar uma carreira do zero?

NÃO! Mas repare que:

• Se fosse fácil, toda a gente o faria.

• Tem“a vida facilitada” em certo ponto, pois os anos de experiência que foi acumulando ao longo do tempo podem ajudá-la(o) a “atalhar caminho” na sua nova carreira.Estará sempre um passo à frente de quem está a começar, pois é impossível deitar fora todas as competências, skills e network que desenvolveu na sua profissão anterior. Por isso, não deve de forma alguma menosprezar todo o teu percurso profissional até agora!

O mais importante é…. ter atitude!

Acredito que o sucesso na vida profissional advém de uma dose elevada de persistência associada a uma atitude pró-ativa, confiante e enérgica. Mais uma vez, repito: a idade é só um número! Tanto há jovens com 25 ou 30 anos que têm atitudes que os fazem parecer próximos da reforma, como há pessoas que, aos 40 e 50 anos, lançam negócios, projetam empresas e iniciam uma carreira em áreas completamente diferentes da sua experiência profissional.

Por isso, independentemente da sua idade, o que importa é que a sua atitude “impulsionadora” esteja lá. A idade não será, com certeza, um fator influenciador do sucesso que possa vir a ter na sua nova carreira.
Portanto, a primeira dica que lhe dou é esta: desenvolva uma atitude vencedora!

Claro que seria uma irresponsabilidade tremenda pensar que não vai ter de fazer alguns sacrifícios numa fase inicial, sobretudo a nível emocional e financeiro. Terá provavelmente que se sujeitar a salários mais baixos ou a estar algum tempo sem receber. E isso tem impacto na vida pessoal e familiar de qualquer pessoa. Para contornar este obstáculo, aconselho-a a fazer um planeamento financeiro antes de “dar o salto”.

Agora pense comigo. Qual é o oposto da felicidade? Tristeza? Não. Porquê? Tal como amor e ódio são dois lados da mesma moeda, também felicidade e tristeza o são (chorar de felicidade é um ótimo exemplo disso mesmo).

O oposto do amor é a indiferença. Logo, o oposto da felicidade é… Tédio!

Quer viver uma vida profissional “entediante” e infeliz até atingir a idade da reforma? Ou quer fazer aquilo que realmente a faz sentir “viva” e lhe dá prazer durante as próximas décadas?

A decisão é sua!

Autora: Joana Forno (Coach)
www.joanaforno.com


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