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Dress Code – sim ou não?

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Há apenas 2 anos, no Reino Unido, Nicola Thorp, rececionista numa empresa de contabilidade, foi mandada para casa por não usar sapatos com saltos de pelo menos 5 cm. O seu supervisor considerou os seus sapatos rasos «inaceitáveis» naquele contexto laboral, mas Nicola Thorp não deixou o caso por ali. Lançou uma petição sobre o tema que reuniu mais de 150 mil assinaturas e deu origem a um intenso movimento cívico de apoio.

O esforço deu frutos: a Casa dos Comuns emitiu um relatório a condenar a discriminação laboral das mulheres devido ao dress code. Concluiu que a empresa contratante havia violado a lei e que é fundamental reforçar a legislação nesta matéria.

Para muitas empresas é importante definir algumas orientações sobre o dress code adequado, pois os colaboradores, especialmente aqueles que estão em contato com os clientes todos os dias, transmitem a imagem corporativa, incluindo os seus valores. Porém, essas orientações não devem ser discriminatórias e sexistas.

A regra base consiste em estar vestido de forma adequada para o ramo de negócio em causa. A situação ideal passa por ter uma imagem cuidada, sentir-se confortável e ter liberdade para expressar o estilo pessoal.Por exemplo, se para uma mulher a ideia de usar saltos de 5 a 10 cm é uma ideia assustadora, para uma outra mulher será difícil sentir-se ela própria se não os usar.

A primeira impressão demora apenas 7 segundos a ser formada, pelo que é essencial para uma empresa ter colaboradores que estão vestidos de forma adequada e que se sintam confortáveis com as suas roupas. Um colaborador que se sente confortável e confiante certamente terá um melhor desempenho e representará a empresa da melhor forma.

Na situação do dress code ‘smart casual’, um dos dress codes mais populares de momento, uma mulher que tem o estilo ‘Dramático’ provavelmente usará os seus saltos altos todos os dias, de preferência numa cor vibrante e num estilo que complementa o seu conjunto sofisticado. A sua colega com o estilo ‘Natural’ fica assustada só com a ideia de usar uns saltos dessa altura e prefere umas sabrinas para combinar com um par de calças e o cabelo apanhado para não a incomodar durante o dia. Ambas estão bem vestidas para o seu ambiente de trabalho, apenas de diferentes formas.

Quem tem um estilo ‘Romântico’ provavelmente gosta de calçar um par de sapatos com algum detalhe e com um salto médio. A romântica veste roupas com detalhes femininos ou uma blusa floral e acessórios delicados. A ‘Clássica’ vai optar por um look mais discreto e ligeiramente tradicional – um blazer e um vestido, saia ou calças confortáveis – combinado com sapatos semiformais. O seu conjunto é de tons sóbrios e com poucos acessórios.

Concluíndo

O que veste no trabalho deve ser adequado para o ramo de negócio em que trabalha e à sua função na empresa. A palavra-chave nos dress codes é flexibilidade. Em alguns ramos de negócios, onde um dress code formal é importante, estabelecer algumas orientações relativamente à indumentária pode contribuir para evitar interpretações diferentes do que é ‘bom senso’, e assim evitar erros graves que podem prejudicar a imagem corporativa.

Fora isso, deve confiar nos seus colaboradores quanto ao vestuário correto para o seu caso concreto, de forma a estarem bem representados e com liberdade para mostrar um pouco das suas qualidades e gostos pessoais.

Afinal, as pessoas fazem negócios com pessoas!

Manon Rosenboom Alves

Inspirado no Artigo A importância dos dress codes


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