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Trabalhar por paixão ou por dinheiro

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Devemos trabalhar por paixão ou por dinheiro?

Esta é uma das questões mais frequentes quando surgem dúvidas no percurso profissional, sobretudo quando a pessoa não encontra formas de ganhar dinheiro através daquilo pelo qual é apaixonada. Se, por um lado, é necessário que o trabalho seja uma fonte de satisfação para sermos felizes, também é verdade que não é possível ser feliz a passar fome. Sendo assim, qual será o melhor caminho a escolher?

Comecemos por analisar cada uma das opções em separado:

Trabalhar por paixão

Esta parece ser a opção que preenche os sonhos de qualquer pessoa. Afinal, quem não gostava de ser pago para fazer algo que adora?Quando alguém pensa em dar um novo rumo à sua vida profissional, é muito comum que o primeiro passo seja pensar naquilo que mais gosta de fazer. E não está errado. Aliás, este é um passo essencial em processos de coaching que tenham como objetivo descobrir que rumo dar à vida profissional, por exemplo.

Contudo, é necessário lembrar que mesmo aquilo que mais gostamos de fazer pode tornar-se chato ou entediante quando temos de o fazer todos os dias. Uma coisa é, por exemplo, gostar de tocar guitarra, outra bem diferente é ter o dever de tocar guitarra diariamente. Desta forma, o prazer que a atividade nos dá pode começar a desaparecer aos poucos.

Além disso, escolhas baseadas apenas na paixão e que não tenham em conta os rendimentos necessários para conseguir pagar as suas contas podem ser demasiado arriscadas. Artes… viagens… desporto… são atividades que muitas pessoas gostam. E muito. Mas quantas pessoas conseguem viver delas? Muito poucas.

Trabalhar por dinheiro

O nosso tempo útil como profissionais é cada vez mais longo. Portanto, escolher o caminho profissional só com base nos rendimentos é fazer do trabalho uma tortura e do dinheiro um fardo que só conseguimos obter com muito custo.
Ganhar dinheiro por si só, possivelmente, não dará um sentido profundo às nossas vidas pois trata-se de um motivador extrínseco. Ou seja, faz do trabalho um meio para atingir um fim, quando o trabalho deveria ser um fim em si mesmo.

Muitas pessoas alimentam a ideia de que quando desfrutarem de uma boa condição económica, todos os seus problemas estarão automaticamente solucionados. E é um grande equívoco pensar assim.

Afinal, qual o caminho a seguir?

Já vimos que acreditar apenas no “segue a tua paixão e o dinheiro vem atrás” poderá ser uma escolha ingénua e frustrante. Sem dúvida que sermos apaixonados pelo que fazemos ajuda, e muito, a que tenhamos uma vida profissional melhor. Mas por si só não chega. É preciso estar atento ao que se passa à nossa volta.

Também já vimos que trabalhar apenas por dinheiro não será a melhor opção. O dinheiro deve ser consequência e não causa.

Posto isto, qual será o melhor caminho?

A dica que lhe dou é a seguinte:

Se tem uma ideia relacionada com o que mais gosta de fazer e com potencial para ganhar dinheiro através dela, ótimo. Vá com tudo!

Agora se quer mudar de vida, mas não vê potencial nas coisas que gosta de fazer avance aos poucos. Mantenha a atividade que tem atualmente e que lhe permite pagar as suas contas e tente conciliá-la com aquela que tem paixão em fazer. À medida que se vai tornando um especialista na área, esteja atento a todas as oportunidades através das quais poderá conseguir rentabilizar a sua paixão.

Tente perceber o que é que as pessoas procuram dentro daquilo que gosta realmente de fazer e como é que pode dar resposta a essa necessidade. À medida que vai obtendo rendimentos da sua segunda atividade, vai retirando horas do seu dia dedicadas àquela que não gosta tanto… até que chega o momento em que será possível viver exclusivamente da sua paixão.

Garanta, antes de mais nada, a sua liberdade. Depois, procure o resto.

É fácil conciliar duas atividades ao mesmo tempo? NÃO. Se fosse fácil, não haveria tanta gente com a sua vida profissional atual. Mudar exige compromisso, esforço e dedicação. Mas que vale muito a pena, vale 😉

Joana Forno (Coach na área profissional)


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