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Primeiro aniversário das Mulheres à Obra

A comunidade Mulheres à Obra cumpre o seu primeiro ano de existência e é tempo de fazer um balanço da sua atividade até ao momento. Um grupo que nasceu de forma espontânea a partir de uma conversa entre desconhecidas no Facebook e que não beneficiou de qualquer apoio financeiro ou técnico por parte de terceiros, ultrapassou já as 53 mil «membras», criou um Portal com inúmeros recursos para a comunidade empreendedora, organizou a Primeira Conferência As Vozes do Empreendedorismo Feminino, estando a Segunda Conferência já agendada para o Porto em finais de maio, e conta com inúmeras iniciativas formativas e de networking no seu currículo.

Este grupo que tem surpreendido muita gente, incluindo as suas próprias fundadoras, afirma-se como um movimento equalitário e aberto. Pretende constituir-se como um espaço de OPORTUNIDADE. Oportunidade para que mulheres diferentes, com diversos saberes, experiências, rendimentos, situações familiares e profissionais, se unam na prossecução dos seus objetivos individuais (a potenciação dos seus próprios negócios) e coletivos (o desenvolvimento de um ambiente favorável ao florescimento do empreendedorismo feminino).

Quem são as «membras» do grupo Mulheres à Obra

Foi publicado um questionário no grupo, anónimo e aberto a todas as «membras», a partir do qual foi considerada uma amostra aleatória de 100 respondentes. Com base nesta amostra que não será representativa mas sim indicativa, apresentamos as caraterísticas fundamentais das mulheres que integram o nosso grupo.

Verificamos uma prevalência muito significativa de mulheres de nacionalidade portuguesa, que totalizam 95% das respondentes. As restantes nacionalidades são dispersas e residuais. A sua dispersão geográfica é bastante significativa em todo o território nacional, com Mulheres à Obra espalhadas por todos os cantos do nosso país, observação que coincide com os dados fornecidos pelo Facebook. Apesar da dispersão, verifica-se uma concentração no Distrito de Lisboa, tanto no próprio Concelho  (24%), como noutros Concelhos do Distrito, principalmente Loures, Sintra e Oeiras. 10% das respondentes residem no Concelho do Porto.

Não surpreende que as «membras» sejam essencialmente mulheres em idade ativa, principalmente entre os 30 e os 39 anos (44%) e entre os 40 e os 49 anos (40%).

Quanto ao estado civil, predominam as mulheres casadas (47%), seguidas pelas solteiras (20%), em união de facto (19%) e, finalmente, as divorciadas (14%). 30% das respondentes não têm filhos, 30% têm um filho, 29% têm dois filhos e 11% têm 3 ou mais filhos.

No que se refere à situação profissional, observa-se uma predominância considerável de trabalhadoras independentes (45%). As empregadas por conta de outrem estão numa situação de empate com as empresárias (24% cada) e temos entre nós 11% de mulheres desempregadas. As restantes situações profissionais são residuais.

Das Mulheres à Obra com negócio próprio, 27% iniciaram esta atividade há menos de um ano e 19% têm os seus negócios em funcionamento há 5 anos ou mais. A prevalência de micro-negócios que criam apenas o próprio posto de trabalho é muito significativa (83%). 12% empregam entre 1 e 4 pessoas para além da própria e apenas 5% empregam 5 pessoas ou mais.

O rendimento mensal líquido médio das respondentes é tendencialmente reduzido. 26% ganham menos de 500€ por mês e 37% recebem entre 500€ e 999€ mensais. 20% recebem entre 1000€ e 1499€ e apenas 13% recebem 1500€ ou mais. As áreas de atividade são extremamente variadas, com destaque para a consultoria/coaching (15%), o comércio/vendas (13%), a formação/educação (12%), a moda/estética (12%) e a saúde (11%).

Como as Mulheres à Obra vêem o grupo

O posicionamento das «membras» perante as Mulheres à Obra foi novamente aferido através de um questionário anónimo e de acesso livre divulgado no grupo, a partir do qual foram recolhidas 100 opiniões. 51% das «membras» solicitaram diretamente adesão ao grupo, enquanto 43% foram adicionadas por amigas. As restantes não sabem como aderiram ao grupo. 83% acedem ao grupo diariamente, 15% semanalmente e 2% apenas acedem ao grupo de forma esporádica.

Apenas 27% das respondentes publicam no grupo. Geralmente apenas colocam gostos (75%) ou comentam posts de outras «membras (73%). 18% contatam «membras» por mensagem privada e 15% não têm qualquer participação ativa no grupo, sendo apenas observadoras. No geral, as «membras» acedem ao grupo em busca de informação (34%), oportunidades de negócio (20%), parcerias (20%) e inspiração (18%).

Quanto ao impacto do grupo no percurso profissional das suas «membras», 34% consideram que tem sido reduzido, 25% avaliam-no como moderado, 21% não sentiram qualquer impacto, 17% consideram o impacto significativo e 3% consideram-no intenso. 98% das respondentes desejam a continuidade do grupo, para as restantes é indiferente.

32% das «membras» nunca adicionaram amigas ao grupo, mas as restantes fazem-no, 47% de forma pontual e 21% de forma regular. Duas respondentes afirmaram ter aderido há pouco tempo ao grupo, razão pela qual ainda não efetuaram adesões.

80% das respondentes não participam nos eventos, encontros e formações das Mulheres à Obra, 13% porque não têm interesse, 13% porque consideram os custos elevados e 23% porque não tiveram informação sobre os mesmos. 40% das respondentes revelaram indisponibilidade devido a incompatibilidade de horários ou distância do seu local de residência/trabalho.

O programa de patrocinadoras das Mulheres à Obra, que se espera que venha a ser a sua espinha dorsal, é desconhecido de 41% das respondentes, enquanto 5% já aderiram. As restantes conhecem o programa, concordam com o mesmo e pensam aderir (26%), 15% concordam mas não pensam aderir, 6% concordam mas é-lhes indiferente e 3% não concordam com o programa.

Balanço

Temos como objetivo primordial constituir uma COMUNIDADE CÍVICA que promova a CONFIANÇA INTERPESSOAL, a DISPOSIÇÃO PARA ESTABELECER COMPROMISSOS, a COOPERAÇÃO HORIZONTAL, a ATIVIDADE CÍVICA, a HONESTIDADE e a RECIPROCIDADE.  Damos por isso as boas vindas a todas as mulheres que se identificam com os nossos princípios e acreditamos que este objetivo vai sendo concretizado de forma percetível para muitas das nossas«membras» que diariamente consultam o grupo. Não é fácil medir a concretização dos nossos propósitos pois não são facilmente mensuráveis, pelo que o caminho se fará caminhando e serão as nossas realizações passadas, presentes e futuras a falar por nós.

Temos ainda grandes desafios pela frente, como a sustentabilidade financeira das Mulheres à Obra, que se encontra longe de estar assegurada, mas acreditamos que estamos no caminho certo. Daqui a um ano cá estaremos para um novo balanço, e então se verá!

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