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Aprender para sobreviver

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Há tanto, mas tanto para aprender, que todo o tempo é pouco para absorver tanta informação. Mas desistir? Nunca!

Aprender é, acima de tudo uma questão de sobrevivência. Em crianças aprendemos a andar, a falar, a vestirmo-nos, a comer e, a cada nova aprendizagem, tornamo-nos mais e mais independentes dos nossos pais e educadores.

Com a adolescência começamos a situar-nos em grupos sociais e a identificar quem somos. A escola ensina-nos sobre cultura geral e raciocínio lógico para conseguirmos começar a aprender por nós mesmos nas áreas que escolhermos seguir ou sobre as quais nos interessamos.

Contudo, aprender é essencial não apenas enquanto crescemos mas ao longo da nossa vida. Não é por acaso que as pessoas bem-sucedidas são conhecidas pelo muito que lêem, pelos muitos cursos, congressos e afins a que assistem e pela rede de contactos que criam.

“Mas há tanto para aprender e tão pouco tempo.”

“Sinceramente não tenho paciência para pegar num livro.”

“Nunca gostei de ler. Não é agora que vou começar.”

É comum ouvirmos comentários semelhantes, vindos literalmente de todo o lado. Como se o que já sabemos chegasse para o que queremos atingir na nossa vida.

“Não vale a pena saber mais sobre os partidos políticos em que voto porque afinal são todos iguais. Não vale a pena perceber de que forma posso impactar menos o ambiente porque só eu não mudo nada. Não vale a pena… Sou só uma. Sou só um voto, sou só 1 pessoa, sou só 1 voz, sou só”…

O nosso impacto no mundo é directamente proporcional ao sucesso que temos ao longo da nossa vida.

Quantas mais pessoas temos à nossa volta, mais conseguimos impactar o mundo, começando sempre por quem nos é mais próximo, como os nossos filhos. E quanto mais soubermos, quanto mais aprendermos, maior é a probabilidade de nos tornarmos bem sucedidos.

Acaba por ser sempre um círculo vicioso que começa com o que estamos dispostos a aprender e o esforço que estamos dispostos a fazer para obter essa aprendizagem.

Aquele que está permanentemente insatisfeito é também aquele que, normalmente, mais se esforça para atingir os seus objectivos.

O conhecimento não vem necessariamente de uma página de internet, de um curso, de um livro, de um superior hierárquico. Vem também de uma conversa de corredor numa qualquer feira no meio de uma multidão.

Os estudiosos de outros tempos estudavam tudo, das ciências, às línguas, à Filosofia, Politica, Religião, etc. e estavam em contacto com a natureza e com ela aprendiam. Muitas das descobertas não teriam sido feitas se os estudiosos daquele tempo estivessem fechados em escritórios… a maçã não teria caído naquele exacto momento em que Newton estava junto à árvore para dar origem à Teoria da Gravidade.

Actualmente somos levados a tornar-nos especialistas. O que nos limita na influência que outros conhecimentos podem ter na nossa abordagem do mundo.

O que é curioso é que aquelas pessoas que mais admiramos pelo muito que atingiram ao longo da vida estudam de tudo um pouco, começando pelas notícias do mundo, à nossa história.

Se são mais inteligentes que nós? NÃO! Categoricamente não!

Portanto, é importante que nos deixemos de desculpas, de culparmos os pais por não nos terem ensinado a gostar de ler, ou as notícias por nos darem informações desinformadas, de culparmos a escola porque os professores não nos motivaram para o estudo ou a Internet por ter informação a mais. Somos os nossos maiores sabotadores… somos os maiores sabotadores da nossa aprendizagem.

E, aproveito para partilhar contigo algo que aprendi comigo mesma. Muito embora seja difícil inicialmente o processo de aprendizagem contínua, chega um momento em que já não sabemos viver ou respirar sem estarmos constantemente a aprender algo novo.

Deixo-te algumas sugestões que poderão funcionar melhor ou pior contigo, mas que, à medida em que vais experimentando cada uma das formas de aprendizagem, mais consciência terás sobre as formas que te são mais simples e naturais:

  • Lê o jornal: começa por leres as gordas. Mas afasta-te de notícias que não te tragam valor acrescentado em termos de conhecimento. Cada minuto que dedicas a uma notícia irrelevante é tempo que perdes e memória que estás a utilizar erradamente.
  • Lê livros: sejam de cultura geral, romance, histórias fantásticas, desenvolvimento pessoal,… lê livros! Define um período do dia, sejam 10 minutos ou 1 hora para ler e tenta ler todos os dias.
  • Vê programas ou filmes com os quais possas aprender.
  • Vê vídeos online sobre temas que te interessam realmente e com os quais possas aprender.
  • Faz cursos online: consegues encontrar cursos gratuitos ou com preços bastante acessíveis online que te permitem investir pouco e ficar com umas luzes sobre os assuntos.
  • Faz cursos presenciais: os cursos presenciais, para além de serem normalmente bastante mais dinâmicos têm também a excelente vantagem de te permitir conhecer outras pessoas e criares um grupo de indivíduos que te estimule a aprender mais.
  • Ouve Audiobooks: o tempo de viagem é longo mas não consegues ler enquanto conduzes? Ouve audiobooks (ou audiolivros). Encontras aplicações para telemóvel que te oferecem alguns livros gratuitos para ouvires e veres se é uma boa ferramenta para ti.
  • Discute: discute os temas que estás a aprender com as pessoas à tua volta. Muitas vezes ouvir opiniões diferentes (por mais ridículas que nos possam parecer) ajuda-nos a ter uma perspectiva diferente sobre o tema.
  • TEDTalks: gosto particularmente de ouvir TEDTalks. É um hábito que ganhei de o fazer de manhã para acordar. Aprendo sobre temas novos ao mesmo tempo que descubro pessoas extraordinárias.
  • Pesquisa a Internet: é frequente vermos notícias ou temas que são abordados de forma tão abrangente que acabamos por não os compreender. Pesquisa a Internet para mais informação sobre o tema. Por exemplo, imagina que lês num jornal que a indústria da carne é das indústrias mais poluentes, mas não consegues perceber porquê… pesquisa na internet e lá terás não apenas mais informação, como muitas opiniões que poderás usar para formulares a tua opinião pessoal.
  • Rodeia-te das pessoas certas: de acordo com Jim Rohn “nós somos a média das cinco pessoas com quem passamos mais tempo”. O que te transmitem as cinco pessoas com quem passas mais tempo? Que conhecimentos têm? O que aprendes com elas? Que emoções ou experiências te passam?
  • Experimenta coisas novas: não é apenas a ler ou estudar que aprendes. Também aprendes fazendo coisas que te ajudem a sair da tua zona de conforto. Seja saltares de para-quedas, experimentares fazer Cross-Fit ou aprenderes a costurar, todas as experiências são válidas para aumentares os teus conhecimentos.
  • Escreve: escrever permite-te teres noção do que vais aprendendo ao longo do tempo e ajuda-te a cruzares pensamentos e ideias, ao mesmo tempo que te ajuda a memorizar.
  • Celebra: celebrar a introdução de novas rotinas na nossa vida é a melhor forma de aumentar a nossa motivação para continuar essas rotinas. Portanto se começaste a ler 10 minutos por dia, celebra. Vais ver que em menos de nada chegaste ao final do livro e tens razões para celebrar ainda mais.

Haverá com certeza muitas outras técnicas e ferramentas, mas se começares por aqui já estarás a dar passos enormes no sentido do teu desenvolvimento pessoal e do teu sucesso.

Em suma, se procuras o teu desenvolvimento pessoal, enquanto ser humano ou profissional, NUNCA DEIXES DE PROCURAR CONHECIMENTO.

 

“Como é extraordinário ninguém precisar de esperar por um momento específico para começar a melhorar o mundo”

Anne Frank

Marta Soares

Inner Journey Coach

martasoares@martasoares.pt

Facebook:  Inner Journey Coach 

Instagram: @innerjourneycoach

Inspirado no artigo: Aprender é uma questão de sobrevivência

Fotografia de Ben White no Unsplash


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