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Quer ter sucesso? Seja coerente!

construção da marca

Na gestão da imagem, seja pessoal ou organizacional, há diferentes estilos e caminhos.

Há empresas e pessoas que preferem a abordagem de massas, mais comercial e de “show-off”.

Este registo pode resultar, na minha opinião, em situações que se revestem de uma determinada rapidez e curto prazo.

Regra geral, não o aconselho.

A construção da imagem de marca, pessoa ou organização é um processo que pode demorar meses, muitas vezes anos.

É necessário comprovar constantemente a credibilidade e o profissionalismo. É com estes que se consegue, em primeira instância, cativar a confiança dos consumidores e stakeholders.

Hoje em dia, com o avanço tecnológico e as redes sociais, a comunicação vive um novo paradigma e o cliente é mais exigente e mais informado. Também é menos tolerante.

As críticas, sobretudo as que são feitas publicamente (como, por exemplo, os comentários nas redes sociais), têm um impacto muito maior do que há alguns anos atrás. Muitas vezes, entre recebermos a crítica e respondermos à mesma, somos invadidos por outros 100 comentários negativos a que também temos que dar resposta.

Mais do que posts com fotos apelativas, mais do que uma gestão de redes sociais de crista de onda ou mais do que sermos conhecidos, é urgente sermos coerentes.

A partir do momento em que temos algum impacto ou reconhecimento junto da opinião pública, o escrutínio e observação externa aumentam.

Estamos a ser vigiados constantemente e as pessoas são cada vez mais críticas e não toleram falhas.

No Facebook, há uns meses, circulou uma foto que revelava um exemplo de falta de coerência: ao que parece, a conhecida empresa Starbucks aposta em palhinhas biodegradáveis, numa linha de coerência com a Responsabilidade Social e Ambiental. Mas a empresa disponibiliza as palhinhas em pacotes de plásticos. Pronto. Um exemplo perfeito do que não fazer com a imagem de uma empresa.

O mesmo acontece com a quantidade infindável de empresas e associações que têm como bandeira de eventos públicos a largada de balões para assinalar solidariedade com determinadas causas sociais. Já sabemos, e como nos relembra uma das campanhas deste ano, que o que não vai para o lixo acaba no mar.

Portanto, vamos recapitular o significado de “coerência” (fonte: Infopédia):

  1. estado ou qualidade de ser coerente 2. nexo entre dois factos ou duas ideias; conexão

Todos estamos sujeitos a falhar.

Contudo, ser coerente não é assim tão difícil.

O problema é que as pessoas e as organizações continuam, em muitos casos, a esquecer que a coerência deve ser um princípio. Se tiverem bem firmes os seus princípios e valores, a ação é coerente, sem falhas e sem desvios.

Por isso, para a construção de uma imagem e comunicação assentes em pilares fortes, é essencial termos alguns cuidados básicos, como:

  • Não prometer o que não podemos cumprir;
  • Não fingir ser algo que não somos;
  • Assumir a nossa posição (não pode haver um assim-assim, ou somos ou não somos, ou concordamos ou não concordamos);
  • Conhecer os nossos limites e pontos fracos;
  • Defender só aquilo em que acreditamos;
  • Agir de acordo com o que defendemos.

Parece simples. E é.

Mas muitas vezes é esquecido e as marcas, organizações e pessoas acabam por querer seguir as tendências, mesmo quando elas não encaixam na sua realidade.

Ser coerente é um dos fatores-chave para o sucesso da nossa imagem.

E é um dos pilares de qualquer estratégia de Comunicação, Marketing e Relações Públicas.

Ana Madureira

Dona Imagem

 

Fotografia de Chris Barbalis no Unsplash

 

 

 

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