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5 Passos para uma mudança bem sucedida

Mudança

Lidar com mudanças costuma ser muito desafiador e, se for uma mudança inesperada ou drástica, pode ser então causa de verdadeiro sofrimento. Há quem prefira se acomodar com uma pedra no sapato só para não ter de mudar toda uma caminhada.

Ainda que saibamos que uma mudança é para melhor, quando somos chamadas a este tipo de decisão fazemos uma ponderação sobre as perdas e os ganhos de abandonar algo conhecido para embarcar numa nova jornada. Ocorre que essa ponderação nunca é clara o suficiente, pois não temos a certeza do futuro e isso nos coloca num impasse.

Sabemos que esses incômodos da trajetória, quando bem vividos, são fonte de grandes aprendizados e nos tornam mais fortes, maduras e confiantes em nossa vida. Mas até estarmos totalmente dispostas a encarar os riscos da transformação, pode decorrer um longo tempo e a oportunidade pode passar ser que a aproveitemos.

Porém, nem tudo é aflição quando se trata de mudança!

É importante lembrar que, mesmo que sejam desagradáveis, nossa mente se acomoda a estilos de vida, profissões, relacionamentos, trabalhos e ambientes para garantir a maior previsibilidade possível do dia-a-dia e, assim, economizar “carga mental” para dedicar às atividades complexas que processamos a todo momento.

Por isso, por mais assustadora que uma mudança possa parecer, por mais pontos duvidosos que possa ter, uma vez que se mostre inevitável ou mesmo imprescindível, podemos ficar tranquilas porque sempre criaremos meios e acessaremos recursos internos para lidar com ela e tornar nossa rotina novamente estável.

Podemos fazer isso num processo completamente inconsciente, sem clareza desses recursos, ou podemos buscar formas de trazer à consciência os elementos importantes para um processo de mudança mais ecológico e sustentável do ponto de vista da integridade do indivíduo.

A seguir, temos 5 passos para explorarmos todos os aspectos – ambientes, comportamentos, habilidades, crenças, valores, identidades e coletividades – de uma transição e verificar o que fazer com eles.

1. Manter

Comparando os cenários envolvidos na mudança, responda honestamente: o que você deseja / deve / precisa manter? Se você pudesse preservar 3 ou 4 coisas, quais seriam elas? Talvez a resposta seja algo que você provavelmente já gosta e faz normalmente.

2. Realçar

Em seguida, o que você faria com prazer para tornar essa mudança a mais equilibrada e próspera possível? O que você gostaria que existisse no novo cenário e que hoje não acontece? É possível que você tenha uma lista de coisas que te potencializam os talentos mas que não estão sendo realizadas.

3. Transformar

Agora que você sabe os seus pontos fortes, reflita consigo mesma: se você tivesse certeza que daria certo, o que você modificaria agora? Quais são os 3 ou 4 elementos que precisam ser alterados para que haja 100% de aproveitamento? Certamente, existe algo de que você não gosta mas que acaba fazendo sem perceber.

4. Eliminar

Por fim, quais são as 3 ou 4 coisas que te bloqueiam por completo? Qual é a pedra no teu sapato? O que te impede de lançá-la fora? Se você soubesse o que te prende e tivesse a chance de se livrar disso sem dor, do que você se livraria?

5. Perceber = Razão + Emoção (+ Corpo)

Você vai perceber que, durante essas quatro reflexões, o clássico embate razão-emoção vai acontecer. E é muito bom que assim seja pois ele é a combinação perfeita para tomar a decisão mais acertada, apesar do que diz o senso comum.

É muito importante que todas nós nos permitamos SENTIR, dando atenção ao que as EMOÇÕES dizem a cada passo da avaliação. Além disso, a cada pergunta que nos fazemos e resposta que nos damos, que é preciso estar atentas às SENSAÇÕES que nosso corpo apresenta – conforto ou desconforto, ritmo respiratório, batimentos cardíacos, sudorese, rubor, enfim.

A cada avaliação crítica e racional das situações, as emoções surgem em nosso íntimo como sinalizadores profundos daquilo que nossa mente superior já sabe e que precisa vir à tona. Questionar nossas emoções à luz da RAZÃO é uma forma de valorizá-las e de compreender os nossos bloqueios e pontos fortes, chegando à síntese necessária para uma decisão madura, confiante e realmente aberta à mudança e a todas as coisas boas que essa experiência pode nos trazer.

Renata Netto

Renata Netto é advogada e filosofa de formação e atua como dinamizadora de crescimento de advogados, advogadas e escritórios de advocacia, traçando com eles estratégias de liderança, gestão, comunicação e marketing jurídico dentro dos parâmetros legais. Ao nível do voluntariado, facilita um grupo online de mulheres pelo resgate e valorização da força feminina na vida prática.

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