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Está a alimentar a sua tribo? Parte 2

Olá! Então, tem chateado muito as pessoas nas redes sociais?

Não de forma tão direta como eu estou a chatear com esta pergunta, claro!

Calma, não me odeie já. Se for para ficar a odiar-me, faça-o apenas no fim deste artigo. Pelo menos, terá mais argumentos!

Leu a primeira parte deste artigo? Caso não tenha lido, talvez seja melhor começar por aí. Pode ser encontrado AQUI

Já reparou que as pessoas têm cada vez menos tempo?

Neste momento, é provável que não tenha clicado no link acima para ler a primeira parte do artigo. Algo que eu compreendo perfeitamente.

Agora pergunte-se: Porque raio os seus potenciais clientes haveriam de ter mais tempo livre?

Fique com esta semente na mente (que rima fantástica! Foi sem querer!):

Faça tudo por tudo para que o pouco tempo que o seu potencial cliente lhe disponibiliza, não seja inútil e aborrecido.

Parece confuso. Na verdade é mesmo.

Vamos então a uma analogia mais visual.

 

Repare bem na imagem acima. Só vai conseguir que o passarinho pouse na sua mão quando ele for conquistado. Quando ele souber que vai ser alimentado.

Dificilmente o passarinho vai pousar alegremente no cano da espingarda de um caçador.

 

Na primeira parte deste artigo, disse-lhe para parar de tentar vender. É claro que se não forem as vendas, o negócio não é negócio. O que pretendo dizer é que é absolutamente urgente que pare de tentar vender, utilizando o instinto de caça. Fazendo a tradicional venda direta e agressiva.

O consumidor já não tolera esse tipo de método. A má notícia? 99% dos seus concorrentes continuam a fazer isso. Todos os dias! A boa notícia? O seu negócio pode estar prestes a abrir um novo capítulo na forma como faz negócios nas redes sociais.

Ninguém gosta de más notícias não é? Eu pelo menos não gosto. Mas tenho mais uma:

 

PARA ENCONTRAR O OASIS, VAI MESMO TER DE ATRAVESSAR O DESERTO!

 

É nesta viagem pelo deserto (desde a alteração de mentalidade e metodologia até aos resultados surgirem) que vai ter que hidratar e alimentar a sua TRIBO. Que vai ter de mostrar que se pode confiar em si.

Dei o exemplo dos passarinhos. No entanto, repare que a sua TRIBO também é natureza. Uma natureza ainda mais complexa, pois age não só por instinto, como por uma gigantesca equação racional e emocional. A Natureza Humana.

 

Este é um dos slides do workshop “Conteúdos Like a Boss” que gera sempre um debate bastante intenso e interessante.

De forma resumida: Tem mesmo de dar muito mais do que pede. Aliás, se pedir muito pouco, ou até mesmo nada, corre o risco de vender muito mais.

Apesar de eu defender afincadamente que a nossa presença profissional nas redes sociais tem muito mais a ver com sociologia e psicologia que com tecnologia, a verdade é que aquele aparelhinho chamado smartphone é a nova agência de marketing do micro empreendedorismo.

Enquanto não temos orçamento para uma equipa de marketing, para designers, criativos, editores de fotografias e vídeo, a boa notícia é que temos apps gratuitas (e quase gratuitas) que nos permitem fazer um trabalho muito competente.

No meu workshop trabalhamos imenso nesse aspecto. Mas, para que me serve dominar perfeitamente um forno, se não faço ideia quais os ingredientes e os segredos de um bom assado?

Outro slide em que investimos algum tempo no Like a Boss, é com a imagem acima. Uma imagem que construí (no auge dos meus dotes artísticos dignos de um escaravelho) para melhor sustentar a minha teoria das “Tribos Digitais”.

A nossa tribo tem de ser alimentada. É humana. Tem sonhos. Compete-nos então assumir a função de CAÇAR esses sonhos e preparar a poção mágica. Hoje, o nosso caldeirão mágico é o nosso smartphone. Os nossos ingredientes, são as EMOÇÕES.

 

Sabe as dezenas de panfletos que recebe constantemente lá em casa? Já nem os consegue ver bem não é?

Calma, neste caso não é uma questão oftalmológica! Fui mesmo eu que desfoquei a imagem para reforçar a mensagem!

Mas eu sei que já não os pode ver bem. Deixo-lhe agora algo para refletir:

Os seus potenciais clientes vêm os seus posts de VENDAS como você vê os panfletos na sua caixa de correio.

Resumindo:

  • Pense mais nas pessoas e menos nas vendas diretas;
  • Conquiste antes de pedir;
  • Reforce as suas capacidades de preparar a poção no caldeirão mágico (Smartphone);
  • Seja interessante para a sua tribo;
  • Seja útil para a sua tribo;
  • Preocupe-se em construir (e alimentar) uma tribo segmentada (com interesse real para o seu negócio).

De forma menos metafórica e ainda mais pragmática, é urgente que comece a criar conteúdos que os seus potenciais clientes considerem úteis. Que sejam para eles uma mais valia. Que lhes tragam valor.

Isso vai, não só fazer com que confiem em si, como também com que se lembrem de si na altura de comprar. Tenha a certeza que isso vai acontecer. Quando chegar a esse oásis, irá ter clientes e não fregueses. Irá ter facturação e não apenas “likes”.

Recorda-se que comecei este artigo a pedir para não me odiar antes do final?

Chegou o momento!

 

Eu não sei onde está o tal oásis. Sei que o temos encontrado, com muita frequência. Cada deserto é um deserto. Não tenho a receita mágica. Quem lhe disser que a tem, bata-lhe ainda com mais vontade que aquela que tem de me bater a mim neste momento!

Mas há uma coisa que eu sei: Estes dois artigos eram um segredo. Sim, eram! Porque agora já o contei a um universo superior a 80.000 fantásticas empreendedoras. E porque raio estou eu a contar o segredo que já não é segredo?

Porque gosto de alimentar a minha tribo.

Bons negócios!

Daniel Monteiro

TGS Marketing

Sobre o autor:

Além de “Pro” em WordPress, é especialista em Social Media Management and Strategy, em Social Selling e em Human to Human communication, e tem estado ligado (inclusivamente como co-fundador) ao desenvolvimento de reconhecidas Startups portuguesas, finalistas de importantes programas de aceleração internacionais (incluindo no WebSummit 2016).

“Think like a startup” é o seu lema profissional. “Como vamos tirar o máximo partido dos poucos recursos que temos e atingir o sucesso?

Desenvolveu os primeiros projectos web ainda nos anos ’90, quando a web era ainda um embrião em Portugal. Passou, posteriormente, por vários anos de trabalho em multinacionais líderes de mercado no sector tecnológico, dedicando-se actualmente a ajudar outras pessoas (profissionais ou não) a conseguir tirar o máximo partido dos recursos digitais da actualidade!

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