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No sofá com a Empreendedora Cristina Charneca

P. – Qual a tua atividade profissional?

Sou tradutora, intérprete, formadora, coach e gestora de projetos. A par da minha atividade independente, trabalhei na indústria farmacêutica durante mais de 25 anos.

Este ano estou a desenvolver um projeto que engloba todas estas valências e uma área de criação artística que irei divulgar em breve, e que me está já a ocupar a cabeça e o coração..

P. – Quando sentiste o “chamamento” do empreendedorismo na tua vida?

Desde sempre.

A minha família recorda que mesmo as minhas brincadeiras não eram simples ocupações infantis pois incluíam normalmente projetos futuristas, de moda, ou organização de negócios, com uma vertente criativa e de liderança.

P. – Como começaste o teu percurso empreendedor?

No último ano da faculdade foi-me feita uma oferta irrecusável de trabalho como intérprete independente de uma da Federações Portuguesas de desporto de alta competição, pelo que criei o meu próprio negócio quase de imediato nestas áreas.

 P. – Que dificuldades encontraste nesse percurso e como as contornaste?

O trabalho na indústria farmacêutica começou a absorver-me muito, visto que o que fazia era muito interessante e variado.

Com o alargamento da família, naturalmente já não me apetecia também aceitar trabalhos de fim-de-semana e noites a fio, até porque começou a instalar-se um certo cansaço por querer abarcar tudo, inclusivamente com permanentes pedidos de duas agências de tradução internacionais com que estava a trabalhar. E alguma coisa teve que ceder.

Entretanto, por motivos familiares, comecei há cerca de 2 anos a re-imaginar a minha vida com um negócio próprio, e a amadurecer as ideias entre Sintra e o Alentejo, em busca de inspiração.

P. –Comparando a tua atual atividade profissional empreendedora com o trabalho que tinhas antes, que diferenças destacas?

O tempo que passava a trabalhar para realizar os objetivos dos outros é agora tempo que emprego a realizar os meus sonhos.

Tenho flexibilidade quanto à localização e quanto ao modo como preencho os meus dias.

Reservo momentos para estar com a família e os amigos e durmo menos tempo, mas até o cansaço e a entrega são diferentes quando trabalho num projeto próprio – esqueço-me alegremente das horas.

P. – Que dicas gostarias de partilhar para quem quer dar os primeiros passos numa carreira empreendedora?

Para mim foi crucial ter o apoio de um gestor de carreira nesta fase mais séria de ter apenas uma ocupação independente, mantendo todos os encargos e o nível de vida a que estou habituada. Isto permitiu-me avaliar todos os passos do projeto, ter um plano de marketing e saber usar os instrumentos disponíveis para avaliar previamente cada passo.

Não passa um dia que eu não dedique várias horas do meu tempo à perseguição dos meus objetivos. Também foi importante definir o meu propósito e estar muito certa daquilo que me faz vibrar.

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