Confia

Este verão li o (super divertido) livro da Joana Marques – “Vai correr tudo mal”. A Joana explora vários temas, e, sobre o empreendedorismo, diz: “O empreendedor é um bicho que se mexe muito (vem no segundo lugar do top de bichos mexidos, logo depois do carpinteiro).”

Esta constatação traz-me à reflexão sobre a incapacidade prática de um empreendedor cumprir com algum tipo de padrão, que o coloque ‘dentro da caixa’.

Os desafios que nos são colocados, a criatividade exigida e, quando fazemos algo que nos apaixona, o estímulo permanente que incutimos a nós próprios, tornam-nos mestres na capacidade de inovar.

Também eu sou empreendedora – sou videografa de formação, mas o que hoje faço vai para além daquilo para que estudei (e que poderia ter pre-visto): sou uma contadora de histórias; ajudo, através dos meus Workshops, as pessoas a fazerem os seus filmes; escrevi um livro também com este intuito, e o que aí vem é algo que não ouso tentar meter em qualquer caixa.

Estou sempre atenta à minha intuição, e deixo que ela me guie e oriente sobre os caminhos a tomar. É assim também na Smile Stories, que espelha a minha forma de estar na vida.

Quando respondo aos desafios que me vão sendo colocados de uma forma intuitiva surgem as situações mais inesperadas (no sentido de: ‘eu não conseguiria antecipar’), mas também as mais estimulantes.

E o que é preciso para seguir a intuição? Confiar. Palavra simples para algo difícil de concretizar, mas quando confiamos, a Vida flui de uma forma tão cheia de sentido, que não parece possível mudar de bússola.

Foram muitos anos a observar-me que agudizou a capacidade para confiar que me será sempre oferecido aquilo de que preciso para o meu desenvolvimento pessoal, e que nada me faltará. Mesmo nas adversidades há um presente. Nas dificuldades, crescimento. Nas venturas, expansão.

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Conseguir ir fazendo o curso da vida com elasticidade para cada um dos momentos, mas estando sempre focada no meu crescimento pessoal, trouxe a Smile Stories onde ela está hoje. Quando recebo mensagens de pessoas a dizer que querem ter a sua #smilestories fico comovida. É a materialização de um sonho não sonhado (um dia escreverei sobre estes sonhos).

E é nesta dança de ir ouvindo a intuição, confiando e trabalhando, que se sustenta a minha convicção de que não é possível empreender de outra forma que não seja ‘sem caixa’, e com aquele frenesim que nos coloca no pódio dos bichos irrequietos.

 

Carolina Monteverde

Smile Stories

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