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Conciliação entre Família e Trabalho – a Importância do trabalho não remunerado

Num mundo onde a figura da mulher empreendedora ganha cada vez mais destaque, os desafios de equilibrar a gestão de um negócio com as responsabilidades familiares nunca foram tão evidentes. A conciliação entre a família e o trabalho é uma realidade diária para muitas mulheres, que se debatem entre a necessidade de investir no seu negócio e a importância de estar presente em casa.

Para a mulher empreendedora, o dia-a-dia pode ser uma constante luta para manter o equilíbrio entre o seu papel profissional e as suas obrigações familiares. Este desafio é amplificado pela natureza do trabalho não remunerado, muitas vezes invisível, que recai desproporcionalmente sobre as mulheres. Este trabalho inclui, mas não se limita a, tarefas domésticas, cuidados com crianças, educação em casa, e apoio a outros membros da família. O reconhecimento da importância destas tarefas é crucial, não só para a valorização do papel da mulher na sociedade mas também para a compreensão dos desafios que enfrentam.

De facto, as mulheres empreendedoras, além de gerirem os seus negócios, muitas vezes também assumem a maior parte das responsabilidades domésticas e de cuidados com a família. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em Portugal, as mulheres dedicam em média 3,3 horas por dia a tarefas domésticas, comparativamente a apenas 1,8 horas dedicadas pelos homens. Esta disparidade sublinha a dupla jornada enfrentada pelas mulheres, desafiando-as a encontrar um equilíbrio saudável entre o trabalho e a vida pessoal.

A Importância do Trabalho Não Remunerado

O trabalho não remunerado de apoio à família é o pilar sobre o qual muitas famílias se sustentam. Sem ele, a estrutura familiar e, por extensão, a sociedade como um todo, seria significativamente impactada. Este trabalho, embora não monetizado, contribui de maneira imensurável para o bem-estar e o desenvolvimento dos membros da família e, consequentemente, para a economia do país. A valorização deste trabalho passa por reconhecê-lo e integrar esta compreensão nas políticas de apoio às mulheres empreendedoras e nas suas próprias práticas de gestão, o que pode passar por iniciativas como as que aqui enunciamos.

Flexibilidade de Horário

A flexibilidade de horário é fundamental para que as mulheres empreendedoras possam gerir as suas responsabilidades familiares sem comprometer o sucesso do seu negócio. Isto pode incluir a adaptação dos horários de trabalho para coincidir com as necessidades da família ou a possibilidade de trabalhar remotamente.

Redes de Apoio

A criação e manutenção de redes de apoio, tanto profissionais como pessoais, são essenciais. Estas redes podem oferecer recursos, conselhos, e até mesmo assistência prática, aliviando a carga de trabalho não remunerado.

Priorização e Organização

A capacidade de priorizar tarefas e organizar eficientemente o tempo é uma habilidade crucial para qualquer empreendedora. Ferramentas de gestão de tempo e técnicas de priorização podem ajudar a maximizar a produtividade e garantir que tanto as necessidades do negócio como da família sejam atendidas.

Conclusão

A conciliação entre o trabalho e a família, juntamente com o reconhecimento do trabalho não remunerado, são desafios fundamentais na vida de muitas mulheres empreendedoras. A busca pelo equilíbrio requer não apenas uma mudança na percepção social mas também a implementação de estratégias práticas que permitam às mulheres prosperar tanto no âmbito profissional quanto no pessoal. Reconhecer a importância do trabalho não remunerado é o primeiro passo para construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde as mulheres possam brilhar em todas as facetas das suas vidas.

A conciliação entre a família e o trabalho e o reconhecimento do trabalho não remunerado são questões cruciais para as mulheres empreendedoras. Reconhecer e valorizar este trabalho é um passo importante para alcançar a igualdade de género e promover uma sociedade mais justa e equitativa. As estratégias de conciliação não só beneficiam as mulheres e as suas famílias, mas também contribuem para uma economia mais forte e resiliente. É tempo de redefinir o valor do trabalho não remunerado e de criar um ambiente em que as mulheres possam prosperar tanto no âmbito profissional quanto pessoal.

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