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No sofá com a empreendedora Carolina Ferreira

P. – Qual a tua atividade profissional?

Sou Carolina Ferreira, Psicóloga Clínica, Master Coach e Formadora, entusiasmada em abraçar as histórias das pessoas e envolver-me no seu processo de mudança. Considero-me uma pessoa de pessoas. Empreendedora, empática e compassiva. Agarro os desafios que me são colocados com empenho, acreditando na possibilidade de cada um viver uma vida com propósito e alinhada com os seus valores. Construindo a sua melhor versão.

Com rigor invisto na minha formação de forma contínua, procurando ser uma profissional de saúde com abordagem Integrativa, desenvolvendo a intervenção mais adequada a cada pessoa. Formei-me na Universidade dos Açores, Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Especialista Avançada em Psicologia Comunitária reconhecida pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. Iniciei o caminho no Coaching em 2019, realizando a Certificação Internacional em Coaching pela INCTA e Association for Coaching (UK), em que este ano culmina no Certificado em Advancedskills em Coaching.

Trabalho na área da Psicologia desde 2009 e tenho vindo a construir uma carreira assente na flexibilidade, rigor e empreendedorismo. Ao longo da minha experiência profissional tive oportunidade de intervir junto de crianças, adolescentes, adultos e idosos, tanto num contexto individual como de grupo. Integrei equipas em Comunidade Terapêutica, Centro Hospitalar (Casa de Saúde), Autarquia, Cuidados de Saúde Primários (Centro de Saúde). Ainda tendo sido responsável pelo planeamento e execução de formações tailor-made e intervenção de grupo  para Organizações/Empresas. Enquanto preletora tenho estado presente em diversos eventos científicos regionais e nacionais.

P. – Quando sentiste o “chamamento” do empreendedorismo na tua vida?

Entendo Empreendedorismo como um processo em que alguém ativa as suas mais poderosas competências em prol da resolução de alguma situação desafiante, e não apenas ao nível profissional. E aí, por ser deficiente motora, desde sempre que me vi obrigada a criar soluções criativas para os mais diferentes problemas. Em 2009 termino a licenciatura e deparo-me com uma crise acentuada geradora de desemprego e ainda a deficiência tornava-se um obstáculo para a integração no mundo do trabalho devido à inacessibilidade arquitectónica nas diferentes entidades públicas e privadas.

Assim desde muito cedo sabia que iria construir o meu caminho que não passaria por uma situação “estável” das 9h às 17h e com contrato de efetividade. Por também querer inovar, criar e oferecer às pessoas a oportunidade de construírem um caminho de mudança.

P. – Como começaste o teu percurso empreendedor?

Ao nível profissional o meu caminho empreendedor iniciou em 2011, ao confrontar-me com o desemprego na psicologia. Aí criei um projeto, que na altura, pelo contexto, era válido. Foram inúmeras as reuniões com entidades e quando se ia lançar “a primeira pedra “ a porta foi fechada e lá se foram 2 anos de trabalho por água abaixo.

Respirei fundo e segui outro caminho. Em 2014, através de um programa ocupacional, em que iria realizar serviços administrativos na junta de freguesia do Livramento, apresentei a proposta de construir o Gabinete de Psicologia e Intervenção Comunitário, primeiro serviço de psicologia numa autarquia açoriana. Em 2019, este projeto é distinguido pela Ordem dos Psicólogos Portugueses e Câmara Municipal de Lisboa com o prémio de Boas Práticas em Psicologia na Administração Local. E, neste mesmo ano, movida por um conjunto de circunstâncias que me impediam de colocar os meus valores profissionais em ação, decido avançar para a construção da minha marca pessoal.

P. – Que dificuldades encontraste nesse percurso e como as contornaste?

Encontrei milhares de dificuldades. Desde dificuldades financeiras, logística, falta de conhecimento em gestão e de como funciona o processo de construção de uma marca. Contornei investindo em formação, desenvolvimento pessoal e networking.

P. – Comparando a tua atual atividade profissional empreendedora com o trabalho que tinhas antes, que diferenças destacas?

Um caminho alinhado com os meus valores; paixão e entusiasmo; sinal verde para a criatividade e inovação.

P. – Que dicas gostarias de partilhar para quem quer dar os primeiros passos numa carreira empreendedora?

Kit empreendedora: gestão de expectativas; flexibilidade; otimismo realista; kilos de persistência; aceitar as falhas.

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