Home Testemunhos No sofá com a Empreendedora – Krystel Leal – Nomadismo Digital Portugal

No sofá com a Empreendedora – Krystel Leal – Nomadismo Digital Portugal

Empreendedora

P. – Qual a tua atividade profissional?

Sou Freelancer em Marketing Digital e também sou a fundadora do Nomadismo Digital Portugal.

P. – Quando sentiste o “chamamento” do empreendedorismo na tua vida?

Sempre fui muito proativa e curiosa. Desde os 11 anos que, quando comecei a ter acesso a um computador e a Internet, que tentava descobrir como fazer templates para blogs, criar blogs, editar fotografias, publicar conteúdo, etc. Cresci sempre ligada à Internet, a descobrir e explorar todo o tipo de plataformas que foram surgindo. Foi sobretudo no primeiro ano de faculdade que, já com trabalhos “tradicionais” em part-time e estágios profissionais na minha área (Comunicação), que percebi que queria criar uma atividade que conseguisse controlar a 100% e que me permitisse trabalhar de qualquer lugar do mundo.

P. – Como começaste o teu percurso empreendedor?

No primeiro ano de faculdade comecei a fazer formações e certificações em Marketing de Conteúdo e SEO, pois o meu curso universitário era demasiado focado na teoria e bases sociológicas da Comunicação e não me dava/deu as bases necessárias para explorar o digital. Com essas formações, percebi que podia trabalhar enquanto freelancer/prestadora de serviços. Comecei, em 2014, a trabalhar remotamente através, na altura, de plataformas de trabalho remoto. Criei e desenvolvi a minha marca pessoal e a conseguir arranjar clientes estáveis e a conseguir assegurar um rendimento regular. Em 2016, perante a falta de conteúdos em Portugal sobre trabalho remoto e empreendedorismo digital, lancei o Nomadismo Digital Portugal que se tem tornado uma plataforma e comunidade fascinante.

P. – Que dificuldades encontraste nesse percurso e como as contornaste?

Provar a pessoas em Portugal que é possível trabalhar remotamente e que os serviços que presto não precisam de um escritório para serem realizados. Contornei (e ainda tento, pois é um desafio constante perante cada novo potencial cliente que surge) esse problema com o meu trabalho, mostrando provas dadas do meu profissionalismo.

P. – Comparando a tua atual atividade profissional empreendedora com o trabalho que tinhas antes, que diferenças destacas?

Vivo atualmente na Califórnia, vim para aqui sem precisar de me preocupar com trabalho…pois o meu trabalho, criado por mim, veio comigo na mochila! Esta liberdade local é sem dúvida a principal diferença e maior motivação para criar e controlar totalmente a minha atividade profissional. Poder trabalhar em projetos que me fascinam, nos horários nos quais me sinto mais produtiva e a partir de lugares que me apaixonam, é a maior recompensa que posso ter.

Outra diferença é que esta atividade permite-me trabalhar com projetos inspiradores. Hoje consigo trabalhar em construção de sites, blogs e lojas online, em desenvolvimento de campanhas e estratégias, em produção de conteúdos e muito mais, com pequenos e médios empreendedores. Pessoas que estão a começar e que, tal como eu, puseram mãos à obra para criar algo inspirador.

P. – Que dicas gostarias de partilhar para quem quer dar os primeiros passos numa carreira empreendedora?

Desliguem-se das vossas crenças limitantes. A sociedade, família, amigos e rede de conhecidos, tudo isso nos formata desde cedo para ideias de que só podemos ser felizes com um trabalho fixo, com um trabalho bem pago ao final do mês, a trabalhar na Capital ou numa empresa boa. Esqueçam isso tudo, pois no final o que importa e o que fica é a vossa felicidade. E a felicidade depende muito do trabalho que vos faz feliz, porque se passamos tanto tempo a trabalhar…para sermos felizes, precisamos MESMO de um trabalho que nos motive e faça feliz. A única e maior motivação que devem ter quando se quer empreender, é a nossa felicidade. Mesmo que nos primeiros tempos possa parecer que isso não paga as contas ao final do mês, a curto ou média prazo isso vai acontecer. E não há maior felicidade do que um trabalho feliz a pagar-nos as contas ao final do mês.


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