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No sofá com a Empreendedora Raquel Garcez Pacheco – Comunicar-se

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P. – Qual a tua atividade profissional?

Consultora de Comunicação. Com mais de 15 anos de experiência em Jornalismo, Assessoria de Imprensa, Comunicação Empresarial e Marketing. Diretora Geral na Comunicar-se – Agência de Comunicação.

P. – Quando sentiste o “chamamento” do empreendedorismo na tua vida?

Houve um sentimento de insatisfação e ausência de valorização que despertaram a vontade de mudança. Senti a necessidade de me lançar num novo desafio, que me permitisse crescer profissionalmente. Foi então que decidi arriscar e redirecionar o meu conhecimento e competências para um projeto pessoal, que me colocasse à prova como empreendedora e apaixonada pela Comunicação.

P. – Como começaste o teu percurso empreendedor?

Tinha apenas uma ideia, mas muita ambição e determinação. Deixei o meu emprego num dia e, no dia seguinte, estava a apresentar o meu projeto ao mercado, a minha agência de comunicação: a Comunicar-se.

 P. – Que dificuldades encontraste nesse percurso e como as contornaste?

Uma das dificuldades é convencer alguém a confiar no nosso trabalho sem ter um portefólio para apresentar ou clientes antigos para atestar os resultados obtidos. No meu caso, nem foi uma grande dificuldade. Acreditei nas minhas competências e creio que fiz uma assertiva comunicação ‘de reputação’ do meu know-how, apresentando os meus serviços e as soluções integradas da Comunicar-se como forma de acrescentar valor ao cliente e as parcerias fluíram, com base na transparência, gerando confiança.

O facto de o mercado da comunicação estar saturado foi outro desafio que contornei com uma estratégia de diferenciação. Marcamos um posicionamento disruptivo, que não segue os valores praticados pela generalidade das agências.

P. – Comparando a tua atual atividade profissional empreendedora com o trabalho que tinhas antes, que diferenças destacas?

“Choose a job you love, and you will never have to work a day in your life”. Esta frase resume a grande diferença, ou seja, se gosto do que faço e estou feliz com o que faço, não encaro o trabalho como uma obrigação, mas como uma satisfação. Esta realização pessoal é fundamental para o equilíbrio entre a vida profissional e familiar.

A gestão do tempo também é diferente, é da minha inteira responsabilidade. Hoje faço a minha agenda – com método, rigor e disciplina -, mas sem horários fixos.  A vantagem de poder escolher a minha equipa, liderar pessoas, testar as minhas capacidades nesta área é outro desafio novo enquanto empreendedora. Quando assumimos o controlo do nosso negócio, as conquistas e frustrações também são vividas de forma diferente, com maior vibração e intensidade.

P. – Que dicas gostarias de partilhar para quem quer dar os primeiros passos numa carreira empreendedora?

Empreendedorismo para mim significa dar vida a alguma ideia. Uma carreira empreendedora não significa sermos chefes, mas sim sermos os responsáveis máximos pela realização e sucesso do nosso projeto, mesmo que durante algum tempo a construção implique sermos polivalentes e até ‘escravos’. É fundamental ter consciência deste grande investimento pessoal – entrega, energia, esforço, empenho.

Depois, quando dirigimos o nosso próprio negócio e todas as decisões dependem de nós, as dúvidas e incertezas tornam-se uma constante. É importante sermos persistentes, resilientes e manter o foco nos objetivos.

Por fim, valorizar sempre o networking, investir em contactos, marcar presença em eventos onde possamos apresentar a nossa ideia, projeto, serviço, empresa. Criar envolvimento, gerar empatia, estar disponível, conquistar reconhecimento e, sobretudo, comunicar, comunicar muito. E aqui, é fundamental saber comunicar-se!


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