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Liderança e Empreendedorismo na Era Digital

Possuir apenas qualidades de liderança ou empreendedorismo já não é suficiente para a criação e gestão de negócios diferenciadores com grande potencial de inovação e crescimento. Numa sociedade tão competitiva, flexível e interconectada como aquela em que vivemos hoje, é necessário possuir tanto competências de liderança como de empreendedorismo para ter sucesso.

Para além disso, vivemos cada vez mais na Era digital, e o «netpreneurship» surge como a capacidade para gerir um negócio na Internet, requisito essencial para triunfar nos dias de hoje. Nesta perspetiva, o netpreneur é aquele que cria um negócio de sucesso a partir de seu capital intelectual, utilizando a infraestrutura de conectividade fornecida pela internet para colocar os seus produtos ou serviços no mercado.

Temos que ser super heróis para ter sucesso?

Ao contrário dos líderes hierárquicos tradicionais, que se limitam a preencher o seu lugar em organizações altamente estruturadas, que possuem regras e regulamentos muito claros e atribuídos a cada indivíduo de acordo com a sua posição, os líderes empreendedores na Era digital devem ser capazes de assumir a liderança em redes digitais em constante mudança que muitas vezes são fluidas, incertas e altamente desafiadoras.

Estes empreendedores excecionais precisam de conquistar a sua posição de líderes nas inúmeras redes em que atuam, devem reconhecer e aproveitar oportunidades fluidas de conexão e necessitam de ter a capacidade para se ajustar a múltiplas culturas e ambientes organizacionais transnacionais, usando com proficiência recursos digitais de última geração para potenciar a sua ação. Em vez de ser apenas um líder, ou um empreendedor, ou um especialista em recursos digitais, o E-Leaderpreneur é tudo isso ao mesmo tempo.

Os nossos super poderes

Assim, o E-Leaderpreneur possui competências chave excecionais que lhe permitem marcar a diferença e atingir os seus objetivos, por mais ambiciosos que sejam. Ele é capaz de:

1. Gerar ideias que acrescentam valor para os seus empreendimentos e para a sociedade;

2. Extrair empenho e esforço dos seus colaboradores e pares para a concretização dos seus propósitos;

3. Mobilizar os detentores de recursos tais como parceiros, fornecedores, entidades públicas e privadas e outros stakeholders na prossecução das suas ideias de negócios;

4. Perseverar diante da mudança, incerteza e adversidade;

5. Compreender e influenciar o contexto social, político e económico em que se insere;

6. Utilizar recursos digitais com proficiência para atingir as suas metas de negócios.

Ainda podemos ser humanos?

Estas competências extraordinárias parecem ser demais para o comum dos mortais, mas de facto vivemos numa sociedade que espera isto de nós. As Startups de sucesso, os Unicórnios, os grandes visionários tecnológicos, são exceções que nos são apresentadas como a regra e o exemplo a seguir, mas na realidade continuam a ser um nicho.

O grosso da economia continua a ser sustentada por negócios que não possuem este potencial e por empreendedores que não apresentam estas características, mas que desempenham um papel fundamental na nossa sociedade, pois são a grande maioria.

Assim, um dos grandes desafios da atualidade consiste precisamente em democratizar os «super-poderes» que permitem conquistar o sucesso. Para isso, é necessário fazer duas coisas:

  • Apostar no desenvolvimento de formação de grande qualidade, que seja no entanto acessível à generalidade dos cidadãos;
  • Desenvolver ecossistemas empreendedores saudáveis e sustentáveis, que favoreçam o sucesso de todos e não apenas de alguns.

Para que este salto qualitativo se dê, é necessário que tanto os empreendedores como as entidades públicas e privadas com responsabilidades no âmbito do empreendedorismo unam esforços e mobilizem recursos que gerem oportunidades amplamente distribuídas.

A evolução de trabalhador para empreendedor, daí para empresário e finalmente para E-Leaderpreneur é um caminho árduo que depende bastante do esforço individual para ser trilhado. No entanto, só se consegue realizar este percurso se o caminho for transitável, e cabe às entidades públicas e privadas que possuem um papel primordial na definição das políticas e na atribuição dos recursos garantir as condições para que tal seja possível.

Imagem de Sasin Tipchai por Pixabay

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